#8 PEDS: Escolha do Meu Curso

Bom dia, Lindos!!

Eu firme no projeto, hoje vou falar de como escolhi meu curso de Biblioteconomia (Que Amo de Paixão). O texto foi realizado para uma disciplina da faculdade e é só um pouco grande (rsrsrs), mas espero que gostem, pois digo a todos que não existe coisa melhor na vida do que fazer o você gosta de verdade, o dinheiro é sim importante, mais afirmo que nas horas dos desafios ele não vale nada. Então escolha o curso por amor, porque você será feliz.
Abaixo a historinha...
Da paixão pelos à escolha do curso
Sabe quando você é criança e você quer brincar, mas sua mãe, no meu caso minha tia, insistia em dizer: “Menina, vamos estudar!”? Pois é assim que começa a historinha da minha vida, até o momento em que decidi escolher meu curso.
Quando eu tinha 5 anos, minha tia começou a me ensinar a ler, para que ficasse preparada quando começasse a estudar. Já que não tinha condições de pagar uma escola particular, tive que esperar completar 7 anos para começar a estudar. No início não gostava de ler, a titia lia e eu apenas decorava porque tinha que ler para ela depois.
Mas quando comecei a estudar, me apaixonei pela escola, gostei de tudo o que tinha relação com ela. Comecei a ler as histórias dos livros de português por prazer, e quanta mais lia mais queria; então, como não tinha dinheiro para comprar livros, pegava os da minha tia, já que ela era professora.
E uma das minhas tias gostava de ler revistas em quadrinhos, só que não deixava eu pegar para ler, porque podia rasgar. Então pegava escondido, e li todas as revistas do Tio Patinhas, Recruta Zero, Zé Carioca e Pateta e viajava com eles para todos os lugares... É como se estivesse vivendo as aventuras junto com eles.
Aos 10 anos, decidi que queria ser Médica Veterinária, simplesmente porque amava os animais. Não podia ver nenhum gatinho ou cachorrinho no meio da rua que queria levar para casa, e não tirei essa ideia da cabeça até descobrir minha vocação.
Na 8ª série, descobri um novo amor, através da minha tia: os chamados “Romances de banca” ou “Os livros só para mulheres” (Coleção Júlia, Bianca, Sabrina, Clássicos Históricos – e por sinal os melhores, porque esses livros de época são maravilhosos). Li muitos, porque na época era bem baratinho, e também lia outros livros. Na verdade descobri que, apesar de gostar de romances, não tenho problema em ler outros tipos de livros. Basta ser livro, que leio sem preconceito.
 E havia alguns amigos que também liam esses livros, inclusive homens. Então nós emprestávamos uns aos outros, pois assim líamos vários livros. E comecei a visitar a biblioteca pública de castanhal (atual FUNCAST). Como podia, fiz cadastro e emprestava livros e foi quando conheci a bibliotecária Eliete, que incentivava muito a leitura e principalmente os estudos. No Ensino Médio continuei a ler muito, ia para a escola pela parte da manhã, e quando saía, ia pela biblioteca e emprestava dois livros, fazia o serviço que tinha para fazer em casa e depois ia ler. Quando terminava, voltava na biblioteca, devolvia e emprestava outros livros e assim fazia todos os dias.
Também foi no ensino médio que conheci uma professora chamada Estrela, que incentivava a leitura, e me emprestava os livros dela. E por causa de gostar de ler fui convocada para participar da competição de redação para o círio, na escola onde estudava. Apesar de não ter ganho, foi uma grande experiência. Então passava meu tempo entre a escola, o serviço de casa e a leitura. Estava tão viciada – porque se torna um vício!, que ia dormir de madruga, lendo.
Em 2005 comecei a fazer a prova do vestibular, por ser por etapas. Fiz a primeira prova sem ter estudado nada, mas acabei alcançando a pontuação desejada. Em 2006, por ver meu interesse em cursar uma faculdade, minha bisavó pagou o cursinho de 2º ano para eu cursar. Então minha vida ficou mais corrida: escola pela manhã, cursinho à tarde e só me restava a noite para ler os meus livros pelo simples prazer de ler.
Já em 2007, concluí o ensino médio, mas acabei desistindo do cursinho por quase ter um esgotamento físico. Mesmo assim, prestei a última prova para o vestibular para Medicina Veterinária por dois motivos: primeiro, achava que era o curso dos meus sonhos e, segundo, era em Castanhal, pois não tinha como me manter em outra cidade sem estar trabalhando.
Não passei por pouco, fiquei triste, mas como diz o provérbio: “Deus escreve certo por linhas tortas”. Isso é verdade, porque depois percebi que não seria feliz com aquela escolha. O fato de gostar de animais não me faria uma boa profissional, já que nem gosto de Biologia, e teria quer estudar muito essa área. Como não passei, comecei a fazer cursinho em 2008, mas já tinha decidido que, mesmo com as dificuldades, iria fazer Biblioteconomia para Belém, porque percebi que essa escolha era a certa para mim, por que envolvia os livros e algo que também me acompanha: a curiosidade para pesquisar e recuperar informação, porque enquanto não acho algo que preciso, não descanso! Persistência é uma qualidade que tenho.
Mas não foi nada fácil. Os amigos diziam para eu desistir, porque o curso não prestava e não dava muito dinheiro; e a gozação foi o ano inteiro. Mas em março aconteceu algo maravilhoso: fui convidada pela Eliete, a bibliotecária da FUNCAST, a trabalhar na FCAT (Faculdade de Castanhal), já que ela também era bibliotecária. E foi quando percebi que Deus sabe o que faz, porque com esse emprego, além de conseguir experiência, também me daria a oportunidade de me sustentar em Belém. Estou trabalhando há 3 anos na FCAT.
 E nesse tempo prestei vestibular, fiz a primeira prova, tirei a pontuação para passar, mas não fiquei feliz. A segunda foi bem melhor, e quando fiz a terceira prova fui mais relaxada, porque estava confiante que ia passar. Quando saiu o resultado, estava no trabalho e vi pela internet. E foi uma alegria tão grande que não tem como descrever, porque se ri e chora ao mesmo tempo.
E foi pela paixão pelos livros que escolhi o curso. O livro são as asas para quem quer voar, o conhecimento para quem busca e simplesmente o prazer de relaxar por uma simples página que faz viajar. Sabe, acredito em destino! E o meu já estava escrito. Se tem algo que aprendi, foi que não importa se o curso que você goste não dá muito dinheiro, o importante é você gostar, porque se você faz algo que não gosta, vai ser um profissional frustrado.
E para descrever meu amor pelos livros e que mudou minha vida, costumo dizer que essa frase do Livro “ler, viver e amar” do Kaufman e Mack me descreve, porque diz:
“Eu coleciono livros da mesma forma que minhas amigas compram bolsas de grife. Às vezes, só gosto de saber que os tenho e lê-los de fato não vem ao caso. Não que eu não termine lendo-os todos, um por um. Eu os leio. Mas o mero ato de comprá-los me deixa alegre – o mundo é mais promissor, mais satisfatório. É difícil explicar, mas eu me sinto, de alguma forma, mais otimista. A totalidade do ato simplesmente me faz feliz.” (KAUFMAN ; MACK, 2011)
 E mesmo sabendo que o bibliotecário não trabalha só com livro, e sim com qualquer tipo de suporte para disseminar a informação, foi apenas ele que decidiu minha escolha, e que posso dizer com a maior certeza do mundo: Biblioteconomia é minha vocação. 

Espero que tenham gostado, da história. E amor pelo que se faz, não tem preço.

Beijos amores e até a próxima.

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